Resultados do Projeto Cuidando das Águas:
Projeto Palmito Legal
O projeto Palmito Legal tem por objetivo incentivar o plantio do palmito Pupunha para geração de renda dos agricultores da região, e assim diminuir a extração do palmito Juçara (que já se encontra em extinção), na Reserva Biológica do Tinguá.
As ações do projeto contam com um acompanhamento técnico que vai desde a preparação do solo até a colheita do palmito Pupunha. As metas previstas para o projeto são: Preservação da palmeira Juçara, geração de renda para os agricultores, cultivo orgânico para gerar menor impacto a biota (fauna, flora, solo e etc), e recuperação de área degradada no entorno da Reserva Biológica do Tinguá.
O projeto teve início em novembro de 2007 e os resultados já podem ser vistos. Até abril deste ano já foram plantadas cerca de 45.000 mudas de palmito Pupunha em 18 propriedades rurais, totalizando uma área de 120.642 m 2.
Esses dados representam mais do que simples números. Representam uma forma de geração de renda para esses proprietários e a garantia do sustento de suas famílias.
O agricultor Thoru Hayashi, por exemplo, tem atualmente cerca de 5000 plantas de palmito Pupunha na sua propriedade. Em cerca de um ano e meio a três anos ele estará colhendo o resultado de seu trabalho.
Recomposição da Mata Ciliar
A defesa dos rios da comunidade de Tinguá é o principal foco do projeto Cuidando das Águas. Essa iniciativa envolve diversas ações e entre elas está a recomposição da mata ciliar que tem como função evitar a erosão das margens e o assoreamento dos rios. Desde o início das ações, em novembro de 2007, já foram feitas a análises das águas (parâmetros físico-químicos) dos rios Tinguá, Boa Esperança, Ana Felícia e Iguassu.
O objetivo da análise é verificar até que ponto a pressão antrópica que consiste no impacto causado pelo homem, afeta a saúde dos rios. A importância de se manter limpa as águas desses rios é uma forma de preservar a fauna e a flora. Além disso, a verificação da qualidade das águas serve também para alertar a população dos malefícios que o lançamento de efluentes in natura causam a saúde do homem. A partir de pesquisa de campo o resultado final da análise dos rios será apresentado no site da Onda Verde em novembro de 2008.
Segue abaixo os parâmetros físico-químicos das águas dos rios:
Reflorestamento
Estamos recuperando as áreas degradadas nas propriedades rurais do entorno da REBIO Tinguá, que possui um percentual de vegetação nativa inferior a 20 % de sua área total. As APP´s (Área de Proteção Permanente) foram priorizadas para que sejam padronizadas em reserva legal, como rege a legislação.
O trabalho de revegetação envolve cerca de 50 espécies nativas da região. Entre as mais significativas estão a palmeira Juçara, Cabreuva, Cedro, Jequitibá e mamão Jacatiá. O propósito inicial do projeto é introduzir 37.500 mudas nativas da Mata Atlântica. Até agora as ações diárias já contabilizaram o plantio de 32.500 mudas. Esses números representarão futuramente a possibilidade de reconstruir habitats para os animais, inclusive alguns deles em extinção como o Macuco, Onça Parda, Sapo Pulga, entre outros.
Coleta Seletiva Solidária
Reciclar para preservar. Esta é a proposta da Coleta Seletiva Solidária, um projeto implantado em 2007, pela Ong Onda Verde, com patrocínio da Petrobrás e em parceria com a prefeitura de Nova Iguaçu, Associação de Moradores de Tinguá e a comunidade local.
A iniciativa tem por objetivo fazer com que o lixo que seria descartado pelos moradores seja recolhido e reciclado. Além do lixo inorgânico este projeto também promove a coleta de óleo de cozinha usado. A dinâmica é feita da seguinte forma: cada garrafa de 2 litros de óleo equivale a uma barra de sabão.
O engajamento da população na luta pela conservação de uma cidade limpa e a necessidade da preservação do meio ambiente é o que impulsiona as ações e os bons resultados do projeto.
Desde maio de 2007 quando teve início a Coleta Seletiva Solidária, até abril deste ano, já foram coletados mais de 26 toneladas de recicláveis. Os materiais são dos mais variados tipos como: garrafas PET, papelão, metal, vidro e plástico. A receita arrecadada com a venda desses materiais foi de R$ 5.500,82 até o presente momento e o dinheiro arrecado é destinado para a manutenção do projeto. Em relação ao óleo de cozinha usado, já foram recolhidos 2.348 litros e distribuídas 1.174 barras de sabão.
Para implantar um projeto de Coleta Seletiva com uma população de aproximadamente 2.641 habitantes, é necessário um investimento de cerca de R$ 30.000,00. Esse investimento inicial conta com a aquisição de um caminhão para a coleta, sacos plásticos transparentes e equipamento de proteção individual (EPI). Já o custo mensal para a manutenção do projeto está em torno de R$ 5.000,00, ou seja, a renda arrecadada em um ano com a venda dos materiais recicláveis supre apenas um mês de manutenção.
Veja abaixo os infográficos: